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domingo, 1 de julho de 2018

Marcas de uma Pedagogia para a autonomia



         Em uma revisão da disciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, lembrei-me do texto "o menininho" de Helen Buckley, aquele que carrega profundas marcas de sua primeira professora. Refletir sobre que marcas quero deixar nos meus alunos e alunos é o exercício diário que tenho feito. Na atividade proposta pela disciplina pensei nas seguintes marcas: a espontaneidade, a curiosidade e a dedicação ao trabalho.  O desafio lançado para reverter as marcas negativas de uma pedagogia diretiva que o menino do texto carrega, envolve promover a volta da autonomia desta criança valorizando as suas potencialidades e habilidades. Procurar entender como esta criança pensa e possibilitar o maior número de interações possíveis a ela, interações que sejam significativas e promovam a construção do conhecimento. Esta reflexão foi feita sob a perspectiva de uma Pedagogia relacional do agir e problematizar acreditando que o conhecimento desta criança iniciou lá atrás no seu nascimento quando agia com meio físico e social. 
        O papel do professor é aprender o que a criança já sabe e possibilitar que ela aumente a sua capacidade de aprender. De acordo com Dr. Fernando Becker, durante palestra de hoje, (30/06/2018), na FADED/UFRGS, devemos estar atentos aos verbos/ações que possibilitem o aprender que segundo ele, são facilmente encontrados  na leitura de Paulo Freire e Piaget.



Referencias:
BECKER, Fernando. Palestra Aprendizagem no contexto escolar. Encontro do PEAD na FACED. Evento FACED/UFRGS. 2018.
BECKER, Fernando. Educação e construção do conhecimento. Porto Alegre: ARTMED, 2012.

domingo, 10 de dezembro de 2017

RESPINGOS DA ENQUETE



A enquete que elaborei pretendia avaliar se as pessoas acreditam que existam diferenças na aprendizagem de crianças de etnias diferente e principalmente das  afrodescendentes e africanas em relação a crianças brancas.  Os colaboradores não afirmam essa diferença, mas sim o preconceito existente nas escolas em relação a essas crianças, que historicamente apresentam situações socioeconômicas em desvantagem, comparadas às crianças brancas. Seus professores, na maioria de étnia branca, deixam de lado a dedicação necessária para que estas crianças sintam-se em posição de igualdade e consigam atingir os mesmos desempenhos dos seus colegas. Diferenças no desenvolvimento cognitivo de crianças de raças/etnias diferentes e especialmente as afrodescentes, não são confirmadas e ao analisar a primeira questão que foi perguntada se "toda a criança é capaz de aprender", a resposta foi 100% positiva.
 Identifico desta forma que as pessoas acreditam no potencial das crianças indiferente de quem são, como são, de onde vêm. Nos estudos de Emília Ferreiro sobre Alfabetização entende-se que a aquisição da escrita esta apoiada em pressupostos da psicogenética desenvolvida por Piaget que explica a construção do conhecimento por estádios que se sucedem em complexidade. Sabendo também, que as crianças aprendem de diferentes formas e tempos e existem muitos fatores que interferem neste processo. São eles: os aspectos sociológicos, funcionais, estruturais, neuronais e psicogenéticos. Além é claro de que a criança precisa sentir prazer em estudar, ter motivação.






BARDUCH, Ana Lúcia Jankovici. As concepções de desenvolvimento e aprendizagem na teoria psicogenética de Jean Piaget. Movimento & Percepção, Espírito Santo de Pinhal, SP, v.4, n.4/5, jan./dez. 2004 – ISSN 1679-8678
MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genética. In: SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea e FOSSATTI, Paulo (orgs). Psicologia e educação: perspectivas teóricas e implicações educacionais. Canoas: Salles, 2008. p.17-26
Coleção memória da pedagogia, n.5:  Emília Ferreiro: a construção do conhecimento/ editora Manuel da Costa Pinta; (Colaboradores Telma Weisz...et al). Rio de Janeiro: Ediouro; são Paulo: Segmento-Duetto,  2005. Suplemento especial: movimentos de alfabetização.




INFÂNCIAS E AS NOVAS CONFIGURAÇÕES FAMILIARES



        Durante a interdisciplina Questões étnico-raciais na educação, fizemos uma entrevista com um casal homoafetivo que vem de encontro à fala de Maria Rita Kehl sobre questões da infância e as novas configurações familiares:  A maneira de estabelecer os laços familiares, com o passar dos tempos, vai se modificando e é necessário a legitimidade destes laços, para a proteção dos próprios cônjuges e das crianças. Famílias de casais homoafetivos, multiparentais e outras diferentes formas de famílias legítimas se configuram e desconfiguram muito naturalmente nos dias de hoje. E a maior importância está na transmissão ética para uma criança na formação de sua saúde psíquica.
    Analisando o vídeo-entrevista feito por nós, percebe-se que  apesar da relação legitimada deste casal, persist uma certa proteção aos filhos desta informação. A primeira vista me remete ao próprio preconceito vivenciado pelo casal e que agora replicam aos seus filhos.





Vídeo: Infância novas configurações familiares. Maria Rita Kehl, julieta Jerusalinsky.Módulo :O tempo da Infância e a infância de nossos tempos: CPFL. Acessado em: https://www.youtube.com/watch?v=MvWqGsLhZu4

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Método Clinico – Aplicação na escola.




Método Clinico – Aplicação na escola.



O método clínico é um instrumento de sondagem do pensamento, e este procedimento visa investigar como as crianças pensam, percebem e constroem suas próprias representações da realidade que a cerca. O método é feito través de uma pesquisa/entrevista semi estruturada diante de uma problemática que o entrevistado deve resolver ou explicar. Para avaliar o funcionamento das estruturas de pensamento do indivíduo é preciso rigor na sistematização da coleta de dados (respostas e conduta) que vai nos fornecer subsídios para entender como ocorre a aprendizagem sob um enfoque construtivista, ou seja, a construção do conhecimento. Importante salientar que se deve interagir com o entrevistado conforme as respostas e/ou conduta que este apresenta durante a testagem, mas nunca interferir ou induzir resultados, respeitando as expressões infantis.

 As respostas podem ser de cinco tipos: Não importistas, fabulações, crença sugerida, crença desencadeada e crença espontânea. 

A aplicação do método na escola serviu como um alerta das muitas possibilidades de estruturas do pensamento nas crianças de mesma idade e matriculadas no mesmo nível escolar. Desta forma se confirma que as crianças aprendem de diversas formas, em diferentes tempos, e que o diagnóstico feito através do Método nos orienta para uma reflexão sobre as intervenções possíveis com cada criança, buscando sempre a construção do conhecimento pela criança de forma autônoma e protagonista.



PEREIRA, Denise Rocha; Reflexões Sobre o Método Clínico-Crítico Piagentiano: Teoria e Prática – Didática e Prática de Ensino na Relação com a Escola. Centro Universitário Católico Salesiano Auxílium, Lins/São Paulo.