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quarta-feira, 4 de julho de 2018

CENTROs DE INTERESSE


Estratégia criada pelo médico belga Ovide Decroly (1871 – 1932), foi o princípio da globalização, baseia-se na ideia de que as crianças aprendem o mundo com base em um todo. Preferia os trabalhos em grupos, para ele, a escola deveria preparar para o convívio em sociedade.  Trabalha com elementos reais, saídos do dia-a-dia, lembrando Comênio, o pai da didática que acreditava no realismo do ensino e sugeri que os alunos façam suas próprias experiências, daquilo que os alunos observam nos seus cotidianos, que já experimentaram ou investigaram. A marca principal da escola de Decroly são os centros de interesse onde os alunos escolhem o que querem trabalhar. Os quatro elementos que integram os centros de interesse são: de alimentação; de luta contra as intempéries; de agir, trabalhar solidariamente, descansar, divertir-se, desenvolver-se; de defesa contra perigos e inimigos. A observação direta ou indireta, examinando imagens, os alunos a fim de levantar dados das situações da realidade pesquisada e de interesse podem fazer associações análises, a fim de construir conceitos e  realizar várias aprendizagens. Durante as atividades de observação e de associação, as expressões verbais, plásticas e gestuais de toda ordem devem ser estimuladas pelo professor e aos alunos devem ser dadas todas as oportunidades de expressão, principalmente por meio da linguagem oral e escrita.

PLANEJAMENTO DE ENSINO: UM ATO POLÍTICO-PEDAGÓGICO QUE BUSCA CAMINHOS



            Planejar é prever e decidir, no ato cotidiano de sala de aula, de que forma posso atingir meus objetivos pedagógicos.  Segundo Rays "o ato de planejar o ensino revela sempre, por parte do educador, uma atitude axiológica, ética, política e pedagógica, que pode ou não contribuir para a formação de qualidade do educando."(2002)
            Nos estudos de Rays, encontramos cinco momentos necessários a um planejamento que seja coerente e que expresse um processo educativo de qualidade pedagógica que estará sempre ligada a concepção que se tem do aluno, da educação e da sociedade, e político que fará previsão dos objetivos, dos conteúdos programáticos, das metodologias de ensino aplicadas e nos processos de avaliação. São eles:
1. Escola e realidade social: Entender onde e como esta inserida a escola na comunidade através de visitas às residências, entrevistas, rodas de conversas na escola, festividades e reuniões. De forma geral entender a comunidade e suas necessidades sociais, culturais e políticas através da coleta de dados nestes eventos, avaliar e reavaliar.
·         Fornecerá elementos concretos.
·         Examinar seus componentes pedagógicos em relação ao todo social.
2. Retrato sociocultural do educando: Reflete seu mundo social e cultural, suas história e suas inquietações. É uma variável que permite analisar as contradições sociais que permeiam as práticas sociais do educando. Através do diálogo, buscar conhecer alguns aspectos da realidade sócio-cultural dos educandos e identificar os interesses destes pelas rodas de conversas, audição de musicas, sessões de filmes e debates, etc. A análise destas características de aprendizagem ajudam a determinar uma didática mais criativa e adequada.

1 e 2 serão o ponto de partida para o ato de planejar.

3. Objetivos de ensino-aprendizagem e conteúdos de ensino (ação-reflexã-ação): Assimilação, elaboração e recriação do saber; Conteúdo que procura evidenciar as contradições do sistema social vigente que leve o educando ao desvelamento do conhecimento de forma crítica e criativa. Ao planejar, os objetivos propostos devem estar estreitamente alinhados aos conteúdos, e estes conforme o contexto social do educando; significativo e concreto. Importante criar um ambiente dialógico onde as ideias se façam conhecidas para o debate, questionamentos, criticas e autocrítica.

4. Procedimentos de ensino-aprendizagem: Colocar em ação os conhecimentos, desafiar, desequilibrar para recriar e/ou elaborar mediatizada e temporalizada pela crítica e autocrítica. Traçados os objetivos, colocar em prática os conteúdos, através dos desafios propostos tanto pelos educadores quanto pelos educandos. Estes procedimentos podem ser exemplificados pelas linhas de pesquisa e investigação. Conhecer, comparar, duvidar, voltar a conhecer, etc.

5. Avaliação da aprendizagem: Diagnóstico permanente do processo ensino-aprendizagem: Julgando os processos, as dificuldades e as inquietações como único objetivo formativo.   Avaliar como forma de avançar no trabalho docente. Identificar as inquietações do educando e possíveis falhas de procedimentos, reavaliar interesse dos alunos e se foi atingidos o principal objetivo: A aprendizagem significativa.         Educadores e educandos verificam suas aprendizagens. Realizam análise crítica do planejamento e seus procedimentos. Traçam parâmetros dos conteúdos aprendidos criticamente.
            "Planejamento é um processo constante através do qual a preparação, realização e o acompanhamento se fundem, são indissociáveis".
Planejamento é elaborar - decidir que tipo de sociedade e de homem se quer e que tipo de ação educacional é necessária para isso; verificar a que distância se está deste tipo de ação e até que ponto se está contribuindo para o resultado final que se pretende; propor uma série orgânica de ações para diminuir esta distância e para contribuir mais para o resultado final estabelecido; executar - agir em conformidade com o que foi proposto e avaliar - revisar sempre cada um desses momentos e cada uma das ações, bem como cada um dos documentos deles derivados (GANDIN, Apud RODRIGUES, 2011, p.2). Decidir que tipo de sociedade e de homem se quer e que tipo de ação educacional é necessária para isso. Verificar a que distância se esta deste tipo de ação e até que ponto se está contribuindo para o resultado final que se pretende. Propor uma série orgânica de ações para diminuir esta distância e para contribuir ainda mais para o resultado final estabelecido. Agir em conformidade com o que foi proposto e por fim avaliar cada uma das ações, revisando procedimentos e documentos deles derivados.


Referências:
RODRIGUES, Maria Bernardette C, Planejamento: em busca de caminhos. 2016.  Disponível em: http://principo.org/planejamento-em-busca-de-caminhos.html


domingo, 1 de julho de 2018

Marcas de uma Pedagogia para a autonomia



         Em uma revisão da disciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, lembrei-me do texto "o menininho" de Helen Buckley, aquele que carrega profundas marcas de sua primeira professora. Refletir sobre que marcas quero deixar nos meus alunos e alunos é o exercício diário que tenho feito. Na atividade proposta pela disciplina pensei nas seguintes marcas: a espontaneidade, a curiosidade e a dedicação ao trabalho.  O desafio lançado para reverter as marcas negativas de uma pedagogia diretiva que o menino do texto carrega, envolve promover a volta da autonomia desta criança valorizando as suas potencialidades e habilidades. Procurar entender como esta criança pensa e possibilitar o maior número de interações possíveis a ela, interações que sejam significativas e promovam a construção do conhecimento. Esta reflexão foi feita sob a perspectiva de uma Pedagogia relacional do agir e problematizar acreditando que o conhecimento desta criança iniciou lá atrás no seu nascimento quando agia com meio físico e social. 
        O papel do professor é aprender o que a criança já sabe e possibilitar que ela aumente a sua capacidade de aprender. De acordo com Dr. Fernando Becker, durante palestra de hoje, (30/06/2018), na FADED/UFRGS, devemos estar atentos aos verbos/ações que possibilitem o aprender que segundo ele, são facilmente encontrados  na leitura de Paulo Freire e Piaget.



Referencias:
BECKER, Fernando. Palestra Aprendizagem no contexto escolar. Encontro do PEAD na FACED. Evento FACED/UFRGS. 2018.
BECKER, Fernando. Educação e construção do conhecimento. Porto Alegre: ARTMED, 2012.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Desafio tecnológico nos Berçários


O que fazer com as crianças de chupeta que dominam as tecnologias e os recursos táteis com muito mais facilidades que nós adultos maduros? Desafio tecnológico nos Berçários

Pensando em um planejamento para crianças pequenas entre zero e três anos, em que as tecnologias digitais não são novidades para elas, me chega a ideia de trabalhar com conceitos de linguagem. Se a linguagem é uma construção social e o sujeito é construído na e pela linguagem, planejar atividades com jogos interativos, por meios de comunicação e interlocução, criamos uma atividade inovadora para o desenvolvimento da linguagem falada das crianças.  Atividades voltadas para a imitação de sons, repetição de palavras ouvidas, estimulo às descobertos e ao manuseio das tecnologias digitais, podem gerar um bom desenvolvimento da oralidade e das estruturas da cognição, como também da autonomia das crianças.