Estratégia
criada pelo médico belga Ovide Decroly (1871 – 1932), foi o princípio da
globalização, baseia-se na ideia de que as crianças aprendem o mundo com base
em um todo. Preferia os trabalhos em grupos, para ele, a escola deveria
preparar para o convívio em sociedade.
Trabalha com elementos reais, saídos do dia-a-dia, lembrando Comênio, o
pai da didática que acreditava no realismo do ensino e sugeri que os alunos
façam suas próprias experiências, daquilo que os alunos observam nos seus
cotidianos, que já experimentaram ou investigaram. A marca principal da escola
de Decroly são os centros de interesse onde os alunos escolhem o que querem
trabalhar. Os quatro elementos que integram os centros de interesse são: de
alimentação; de luta contra as intempéries; de agir, trabalhar solidariamente,
descansar, divertir-se, desenvolver-se; de defesa contra perigos e inimigos. A
observação direta ou indireta, examinando imagens, os alunos a fim de levantar
dados das situações da realidade pesquisada e de interesse podem fazer
associações análises, a fim de construir conceitos e realizar várias aprendizagens. Durante as
atividades de observação e de associação, as expressões verbais, plásticas e
gestuais de toda ordem devem ser estimuladas pelo professor e aos alunos devem
ser dadas todas as oportunidades de expressão, principalmente por meio da
linguagem oral e escrita.
Mostrando postagens com marcador Didática. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Didática. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Uma Reflexão sobre a alfabetização
Comênio
foi o pai da Didática, de origem checa, viveu exilado, foi pastor, bispo e
professor de Latim. Um defensor da vida simples, igualitária. Acreditava na
educação para todos de forma geral e pregava que o "objetivo geral da
educação era a preparação para a vida eterna". Desenvolveu um sistema para
ensinar língua estrangeira e escreveu vários livros, entre eles "A Didática
Magna" em 1657, nele faz reflexões e sugestões sobre o ensino; sobre o
cotidiano escolar e sobre o comportamento dos professores com os alunos. No primeiro
livro didático para a alfabetização o "Orbis Sensualin Pictus",
apresenta gravuras, frases simples, sons e letras. Nas imagens do Orbis reproduzidas pelo curso do
PEAD para visualização, pode-se comparar o livro de Comênio à cartilha que foi
muito utilizada em nossas escolas para a alfabetização, mas a diferença esta quando sugere que os
alunos façam suas próprias experiências, acreditava no realismo do ensino. Daquilo
que eles observam nos seus cotidianos, que já experimentaram ou investigaram lembrando Freire e a alfabetização de Adultos.
Imagino que através destes relatos experimentados pelos alunos que a aula se
complementava junto ao livro.
O
cotidiano de trabalho que hoje enfrento, é da escola infantil, onde alterno
meus dias entre as turmas de berçário até os jardins. Entre os elementos
pedagógicos que Comênio coloca como relevantes posso afirmar que também estão
entre as propostas pedagógicas que o PPP de nossa escola elaborou para entrar
em vigor ainda este ano. Baseado numa proposta de pedagogia relacional e vigotskiana,
posso citar como exemplo as preocupações que Comênio tinha na relação professor
/aluno, assim como também fala da importância em “animar os alunos a ensinarem
uns aos outro”. Como trabalho com crianças pequenas e bem pequenas, costumo
alternar músicas e exercícios de relaxamento, obtenho com isso maior
concentração e melhor desempenho nas rodas de conversa e observação das
propostas de trabalho. O ambiente é sempre propício à pesquisa, à curiosidade e
experimentação através de materiais diversos do conhecimento deles ou não.
Materiais que proporcionem descobertas de suas funções, de suas origens, etc.
Acredito sempre na capacidade de aprender de todos e todas, mas com respeito a
suas histórias de vida, suas necessidades e motivações.
PLANEJAMENTO DE ENSINO: UM ATO POLÍTICO-PEDAGÓGICO QUE BUSCA CAMINHOS
Planejar é prever e decidir, no ato
cotidiano de sala de aula, de que forma posso atingir meus objetivos pedagógicos. Segundo Rays "o ato de planejar o ensino
revela sempre, por parte do educador, uma atitude axiológica, ética, política e
pedagógica, que pode ou não contribuir para a formação de qualidade do
educando."(2002)
Nos estudos de Rays, encontramos
cinco momentos necessários a um planejamento que seja coerente e que expresse
um processo educativo de qualidade pedagógica que estará sempre ligada a
concepção que se tem do aluno, da educação e da sociedade, e político que fará previsão
dos objetivos, dos conteúdos programáticos, das metodologias de ensino
aplicadas e nos processos de avaliação. São eles:
1. Escola e realidade social:
Entender onde e como esta inserida a escola na comunidade através de visitas às
residências, entrevistas, rodas de conversas na escola, festividades e
reuniões. De forma geral entender a comunidade e suas necessidades sociais,
culturais e políticas através da coleta de dados nestes eventos, avaliar e
reavaliar.
·
Fornecerá elementos concretos.
·
Examinar seus componentes pedagógicos em relação
ao todo social.
2. Retrato sociocultural do educando: Reflete seu mundo social e
cultural, suas história e suas inquietações. É uma variável que permite
analisar as contradições sociais que permeiam as práticas sociais do educando. Através
do diálogo, buscar conhecer alguns aspectos da realidade sócio-cultural dos
educandos e identificar os interesses destes pelas rodas de conversas, audição
de musicas, sessões de filmes e debates, etc. A análise destas características
de aprendizagem ajudam a determinar uma didática mais criativa e adequada.
1 e 2 serão o ponto de partida para o ato
de planejar.
3. Objetivos de ensino-aprendizagem e conteúdos de ensino (ação-reflexã-ação):
Assimilação, elaboração e recriação do saber; Conteúdo que procura evidenciar as contradições do sistema social
vigente que leve o educando ao desvelamento do conhecimento de forma crítica e
criativa. Ao planejar, os objetivos propostos devem estar estreitamente
alinhados aos conteúdos, e estes conforme o contexto social do educando;
significativo e concreto. Importante criar um ambiente dialógico onde as ideias
se façam conhecidas para o debate, questionamentos, criticas e autocrítica.
4. Procedimentos de ensino-aprendizagem: Colocar em ação os
conhecimentos, desafiar, desequilibrar para recriar e/ou elaborar mediatizada e
temporalizada pela crítica e autocrítica. Traçados os objetivos, colocar em
prática os conteúdos, através dos desafios propostos tanto pelos educadores
quanto pelos educandos. Estes procedimentos podem ser exemplificados pelas
linhas de pesquisa e investigação. Conhecer, comparar, duvidar, voltar a
conhecer, etc.
5. Avaliação da aprendizagem: Diagnóstico permanente do processo
ensino-aprendizagem: Julgando os processos, as dificuldades e as inquietações
como único objetivo formativo. Avaliar
como forma de avançar no trabalho docente. Identificar as inquietações do
educando e possíveis falhas de procedimentos, reavaliar interesse dos alunos e
se foi atingidos o principal objetivo: A aprendizagem significativa. Educadores e educandos verificam suas
aprendizagens. Realizam análise crítica do planejamento e seus procedimentos.
Traçam parâmetros dos conteúdos aprendidos
criticamente.
"Planejamento é um processo constante
através do qual a preparação, realização e o acompanhamento se fundem, são
indissociáveis".
Planejamento é
elaborar - decidir que tipo de sociedade e de homem se quer e que tipo de ação
educacional é necessária para isso; verificar a que distância se está deste
tipo de ação e até que ponto se está contribuindo para o resultado final que se
pretende; propor uma série orgânica de ações para diminuir esta distância e
para contribuir mais para o resultado final estabelecido; executar - agir em
conformidade com o que foi proposto e avaliar - revisar sempre cada um desses
momentos e cada uma das ações, bem como cada um dos documentos deles derivados
(GANDIN, Apud RODRIGUES, 2011, p.2). Decidir
que tipo de sociedade e de homem se quer e que tipo de ação educacional é necessária
para isso. Verificar a que distância
se esta deste tipo de ação e até que ponto se está contribuindo para o resultado
final que se pretende. Propor uma
série orgânica de ações para diminuir esta distância e para contribuir ainda
mais para o resultado final estabelecido. Agir
em conformidade com o que foi proposto e por fim avaliar cada uma das ações, revisando procedimentos e documentos
deles derivados.
Referências:
RODRIGUES, Maria
Bernardette C, Planejamento: em busca de caminhos. 2016. Disponível em: http://principo.org/planejamento-em-busca-de-caminhos.html
domingo, 1 de julho de 2018
Marcas de uma Pedagogia para a autonomia
Em uma revisão da
disciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, lembrei-me do texto "o menininho"
de Helen Buckley, aquele que carrega profundas marcas de sua primeira
professora. Refletir sobre que marcas quero deixar nos meus alunos e alunos é o
exercício diário que tenho feito. Na atividade proposta pela disciplina pensei nas
seguintes marcas: a espontaneidade, a curiosidade e a dedicação ao trabalho. O desafio lançado para reverter as marcas
negativas de uma pedagogia diretiva que o menino do texto carrega, envolve promover a volta
da autonomia desta criança valorizando as suas potencialidades e habilidades.
Procurar entender como esta criança pensa e possibilitar o maior número de
interações possíveis a ela, interações que sejam significativas e promovam a
construção do conhecimento. Esta reflexão foi feita sob a perspectiva de uma
Pedagogia relacional do agir e problematizar acreditando que o conhecimento desta
criança iniciou lá atrás no seu nascimento quando agia com meio físico e
social.
O papel do professor é aprender o que a criança já sabe e possibilitar que ela aumente a sua capacidade de aprender. De acordo com Dr. Fernando Becker, durante palestra de hoje, (30/06/2018), na FADED/UFRGS, devemos estar atentos aos verbos/ações que possibilitem o aprender que segundo ele, são facilmente encontrados na leitura de Paulo Freire e Piaget.
Referencias:
BECKER, Fernando. Palestra Aprendizagem no contexto escolar. Encontro do PEAD na FACED. Evento FACED/UFRGS. 2018.
BECKER, Fernando. Educação e construção do conhecimento. Porto Alegre: ARTMED, 2012.
quarta-feira, 27 de junho de 2018
Desafio tecnológico nos Berçários
O que fazer com as crianças de chupeta que dominam as
tecnologias e os recursos táteis com muito mais facilidades que nós adultos
maduros? Desafio tecnológico nos Berçários
Pensando em um planejamento para crianças
pequenas entre zero e três anos, em que as tecnologias digitais não são
novidades para elas, me chega a ideia de trabalhar com conceitos de linguagem.
Se a linguagem é uma construção social e o sujeito é construído na e pela
linguagem, planejar atividades com jogos interativos, por meios de comunicação
e interlocução, criamos uma atividade inovadora para o desenvolvimento da
linguagem falada das crianças.
Atividades voltadas para a imitação de sons, repetição de palavras
ouvidas, estimulo às descobertos e ao manuseio das tecnologias digitais, podem
gerar um bom desenvolvimento da oralidade e das estruturas da cognição, como
também da autonomia das crianças.
Assinar:
Postagens (Atom)

