Em atividade proposta pela
interdisciplina Educação e Tecnologias da Comunicação e Informação construímos
em grupo uma linha de tempo que refletia as nossas memórias tecnológicas nos
espaços escolares que passamos tanto como alunos como professores e educadores.
Analisando as linhas de tempo de cada uma das componentes do grupo, verificamos
que algumas tecnologias se repetiam, como o giz, o quadro verde, o lápis, o caderno
e a borracha e que foram relacionadas como muito importantes em relação ao
contexto educacional vivido por cada uma. O que chama a atenção é que o grupo
tem componentes com idades diferentes e distantes, portanto essas tecnologias
foram utilizadas em épocas também diferentes, mas no mesmo período escolar e
com a mesma intencionalidade pedagógica: escrever, copiar, preencher lacunas,
pintar, seguir traços, etc. As tecnologias foram avançando, mas o uso das
primeiras permanece até hoje, talvez com alguma intencionalidade diferenciada. A
entrada da informática nas escolas e o uso de outras tecnologias similares
foram tomando espaço nos bancos escolares e substituindo as tecnologias lá de
trás dos primeiros anos iniciais, mas não substituindo por completo, pois vemos
até hoje estes materiais sendo utilizados em turmas de primeiros anos como
único recurso tecnológico de aprendizagem. As mais modernas tecnologias estão
presentes no dia a dia da maioria dos estudantes, mas não são bem aproveitados
nas escolas, tão pouco seu uso enquanto técnica de aprendizagem, onde a intencionalidade
pedagógica em organizar as aulas de maneira consciente, planejada, criativa
seja capaz de produzir um efeito positivo na aprendizagem do aluno. Espero saber aproveitar ao máximo todo o aprendizado que tivemos nesta e outras interdisciplinas para a realização do estágio curricular no próximo semestre. Que se possa usar as tecnologias disponíveis de forma a incluir o aluno, abrindo novas possibilidades de construção de conhecimento.
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quarta-feira, 4 de julho de 2018
quarta-feira, 27 de junho de 2018
Desafio tecnológico nos Berçários
O que fazer com as crianças de chupeta que dominam as
tecnologias e os recursos táteis com muito mais facilidades que nós adultos
maduros? Desafio tecnológico nos Berçários
Pensando em um planejamento para crianças
pequenas entre zero e três anos, em que as tecnologias digitais não são
novidades para elas, me chega a ideia de trabalhar com conceitos de linguagem.
Se a linguagem é uma construção social e o sujeito é construído na e pela
linguagem, planejar atividades com jogos interativos, por meios de comunicação
e interlocução, criamos uma atividade inovadora para o desenvolvimento da
linguagem falada das crianças.
Atividades voltadas para a imitação de sons, repetição de palavras
ouvidas, estimulo às descobertos e ao manuseio das tecnologias digitais, podem
gerar um bom desenvolvimento da oralidade e das estruturas da cognição, como
também da autonomia das crianças.
Pedagogia Inovadora
Inovação pedagógica trata-se de um novo olhar sobre a
maneira de ensinar e aprender. Para isso é necessário correr riscos e promover
uma série de mudanças como a ruptura das antigas formas de ensinar (princípios
positivistas); valorizar o conhecimento cultural e popular em detrimento da
globalização tão atrelada as formas de ensinar; partilhar além dos
conhecimentos e das experiências entre alunos e professores também na coletividade,
buscando uma gestão mais democrática, mais diversa, onde as decisões
sejam do coletivo; superar as dualidades, as avaliações formais e as
prescrições. Projetar um equilíbrio entre as normas técnicas/regulatórias e
protagonismo emancipatório.
Assim novamente tentamos descobrir como fazer nosso trabalho docente da melhor forma, como muitos estudos pedagógicos vem demonstrando. A partir dos ambientes de aprendizagens? Utilizando as mais inovadoras tecnologias digitais? Abandonando as velhas e duradouras tecnologias como papel, caneta, giz e quadro negro? Não. Acredito que inovar é exatamente não abandonar as velhas tecnologias que tanto fazem parte da nossa memória escolar, cultural e coletiva, mas inová-las, transforma-las em um verdadeiro território de aprendizagens. Mudando o formato, harmonizando, experimentar outras possibilidades de uso. E e assim iremos inovar no estágio curricular usando das tecnologias que se dispuserem a nossa frente, pois sabemos que nossas escolas não estão preparadas para receber as inovações que chegam com as novas gerações, mas nós docentes, estaremos preparados para recebê-las e planejarmos criando ambientes de aprendizagens onde possamos unir estas diferentes tecnologias (velhas e novas, digitais e analógicas) é parte do grande desafio para o próximo semestre.
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