Ganhei nova oportunidade.
Ganhei mais tempo.
Ganhei!
Ganhei para reduzir os danos.
Entre as perdas e os ganhos, não sei em que lado ficaram os danos: mais tempo para procrastinar? Como não procrastinar?
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domingo, 11 de fevereiro de 2018
domingo, 10 de dezembro de 2017
RESPINGOS DA ENQUETE
A
enquete que elaborei pretendia avaliar se as pessoas acreditam que existam diferenças
na aprendizagem de crianças de etnias diferente e principalmente das afrodescendentes e africanas em relação a
crianças brancas. Os colaboradores não
afirmam essa diferença, mas sim o preconceito existente nas escolas em relação
a essas crianças, que historicamente apresentam situações socioeconômicas
em desvantagem, comparadas às crianças brancas. Seus professores, na maioria
de étnia branca, deixam de lado a dedicação necessária para que estas crianças sintam-se
em posição de igualdade e consigam atingir os mesmos desempenhos dos seus
colegas. Diferenças no desenvolvimento cognitivo de crianças de raças/etnias
diferentes e especialmente as afrodescentes, não são confirmadas e ao analisar
a primeira questão que foi perguntada se "toda a criança é capaz de
aprender", a resposta foi 100% positiva.
Identifico desta forma que as
pessoas acreditam no potencial das crianças indiferente de quem são, como são,
de onde vêm. Nos estudos de Emília Ferreiro sobre Alfabetização entende-se que
a aquisição da escrita esta apoiada em pressupostos da psicogenética
desenvolvida por Piaget que explica a construção do conhecimento por estádios
que se sucedem em complexidade. Sabendo também, que as crianças aprendem de
diferentes formas e tempos e existem muitos fatores que interferem neste
processo. São eles: os aspectos sociológicos, funcionais, estruturais,
neuronais e psicogenéticos. Além é claro de que a criança precisa sentir prazer
em estudar, ter motivação.
BARDUCH, Ana Lúcia Jankovici. As concepções de desenvolvimento e aprendizagem na teoria psicogenética de Jean Piaget. Movimento & Percepção, Espírito Santo de Pinhal, SP, v.4, n.4/5, jan./dez. 2004 – ISSN 1679-8678
MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genética. In: SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea e FOSSATTI, Paulo (orgs). Psicologia e educação: perspectivas teóricas e implicações educacionais. Canoas: Salles, 2008. p.17-26
Coleção memória da pedagogia, n.5: Emília Ferreiro: a construção do conhecimento/ editora Manuel da Costa Pinta; (Colaboradores Telma Weisz...et al). Rio de Janeiro: Ediouro; são Paulo: Segmento-Duetto, 2005. Suplemento especial: movimentos de alfabetização.
ESCOLA INCLUSIVA
Analisando os dados coletados
para um dossiê de inclusão sobre uma escola de educação infantil, percebo realidade
inclusiva desta escola.
A garantia de acessibilidade a todos os alunos com
necessidades especiais esta prevista na nossa constituição de 1988 -
democratizações da educação e garantia de atendimento especializado dentro dos
estabelecimentos, preferencialmente na escola regular – assim como o ECA
reitera a garantia desses direitos. E toda criança com necessidades educativas
especiais seja pela deficiência física ou outra necessidade educativa especial
tem sua matrícula garantida nesta escola. As crianças chegam sem nenhum atendimento ou aquelas que são atendidas em espaços institucionais
segregados, são todas bem vindas, e nota-se que a cada ano migram mais crianças
destas instituições apara a escola regular do município, exercendo seus direitos.
Desta forma posso concluir que a luta das pessoas com deficiência rendeu muitos
frutos, mas ainda é cedo para pensar que a garantia de acesso aos
estabelecimentos educacionais regulares são suficientes para a garantia da
democratização e equiparação de oportunidades e acesso ao trabalho, única
garantia de autonomia destes indivíduos.
Quanto mais pessoas com deficiência, seja ela qual for, tenham acesso e
garantia a educação, ao lazer, a cultura e outros, ou seja, tenham evolução
cultural, mais garantia de que a luta permanecerá até a verdadeira
igualdade.
INFÂNCIAS E AS NOVAS CONFIGURAÇÕES FAMILIARES
Durante a interdisciplina
Questões étnico-raciais na educação, fizemos uma entrevista com um casal
homoafetivo que vem de encontro à fala de Maria Rita Kehl sobre questões da
infância e as novas configurações familiares: A maneira de estabelecer os laços
familiares, com o passar dos tempos, vai se modificando e é necessário a
legitimidade destes laços, para a proteção dos próprios cônjuges e das
crianças. Famílias de casais homoafetivos, multiparentais e outras
diferentes formas de famílias legítimas se configuram e desconfiguram muito
naturalmente nos dias de hoje. E a maior importância está na transmissão ética
para uma criança na formação de sua saúde psíquica.
Analisando o vídeo-entrevista feito por nós, percebe-se que apesar da relação legitimada deste casal, persist uma
certa proteção aos filhos desta informação. A primeira vista me remete ao
próprio preconceito vivenciado pelo casal e que agora replicam aos seus filhos.
Vídeo: Infância novas configurações familiares. Maria Rita Kehl, julieta
Jerusalinsky.Módulo :O tempo da Infância e a infância de nossos tempos: CPFL. Acessado
em: https://www.youtube.com/watch?v=MvWqGsLhZu4
Sistemas Complexos / Edgar Morin
A partir do texto de Edgar
Morin, em que diz que os indivíduos conhecem, pensam e agem segundo paradigmas
inscritos culturalmente neles e sabe-se que historicamente estes paradigmas são
cartesianos, que separa o sujeito e objeto, que promove e seleciona conceitos,
excluindo ou subordinando uns em detrimento de outros, que diz de suas verdades
tornando-as necessárias. Portanto, é preciso mais que urgente pensar novos
paradigmas. Estes que não excluam, mas
agreguem, elucidem e revelem ao invés de cegar e ocultar. Morin também nos fala na educação do futuro que
deve ser pensada como passível de erros e de ilusões, pois ao não separarmos o
sujeito do objeto, integrarmos ao conhecimento as percepções e interpretações do
mundo externo e interno do sujeito. Mas estes
erros e ilusões deverão ser identificados, pois a racionalidade é corretiva.
A racionalidade que Morin
nos fala é uma atividade da mente aberta que distingue a vigília do sono, o
imaginário do real, o subjetivo do objeto e que recorre de alguns controles
para identificar os erros e as ilusões. Esta racionalidade aberta é importante,
pois não se opõe ao conhecimento empírico, soma-se e integra-se a ele por meio
de debates argumentativos, pois reconhece nele o afeto, o amor, o
arrependimento com todos os seus mistérios. Uma racionalidade teórica e
vigilante quanto à crítica e a autocrítica.
Todo este sistema complexo das relações objeto/sujeito para compreender
o homem contextualizado, abrangente e complexo. Relaciono com o texto de Paulo Freire, A sombra
desta mangueira, em que diz: “a consciência do mundo que implica a consciência
de mim no mundo, com ele e com os outros, que implica também a nossa capacidade
de perceber o mundo, de compreendê-lo...”.
A física e filósofa Maria
Eunice Gonzáles, professora da UNESP de Marília, conceitua este sistema
complexo como um conjunto de elementos que
ativamente se relacionam entre sí, se mantém constantes ao longo do tempo e formam
uma estrutura com funcionalidade. Fazendo um paralelo com a escola do futuro,
eu diria:
Escola = Sistema - conjunto de
elementos com funcionalidade.
Alunos e Professores = Pensamento
complexo – diferentes realidades interagindo integradas.
A complexidade do sistema (escola)
depende da quantidade e da variedade dos elementos (interdisplinariedade) e da
quantidade e da variedade de relações entre esses elementos (diversidade e dialogicidade).
Da interação destes
elementos de um todo do sistema surge o novo, mas como diria Paulo Freire, a
consciência da condição de inacabado, a curiosidade que é um elemento da qualidade
humana na intensão de conhecer o mundo, e condições para o exercício dialógico
faz deste sistema complexo, a escola, um
espaço adequado para a educação do futuro.
MORIN, Edgar. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. UNESCO. Brasília. 2002
FREIRE,
Paulo. À Sombra desta mangueira. Ed.
Olho D’água. São Paulo, 2000.
Vídeo: Complexidade e Interdisciplinariedade em Morin 1/2 e 2/2. Filosofia da Educação. UNIVESP. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=klZ3ZuiCx4A e
https://www.youtube.com/watch?v=QyVw29eczIo
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