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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Ainda falanda das Ciências

       Pesquisa  em Ciências

    

        Este vídeo mostra o final de um dos momento importantes que observei na escola de educação  infantil em que trabalho, quando dois meninos brincavam na pracinha, percebi que estes realizavam uma experiência através da pesquisa de materiais. Explico: no escorregador da pracinha, um deles levou uma chaleira de alumínio que encontrou nos brinquedos e colocou para escorregar. Esta deslizava de forma instável, rolava, travava no piso do escorregador.. Então o outro menino resolveu colocar areia dentro da chaleira  e novamente colocar para escorregar. Parece que gostaram do resultado pois seus risos eram de satisfação. Assim passaram a colocar mais areia na chaleira e observar como esta escorregava. Ora colocavam, ora tiravam. Chegou voando uma folha de jornal e imediatamente um deles resolveu experimentar também a chaleira sobre a folha de jornal. Os dois meninos passaram longos minutos experimentando a chaleira no escorregador com diversos materiais que encontraram no pátio.  Depois outras crianças juntaram-se para brincar.
       O que eu aprendi observando as crianças foi muito valioso. O que eu aprendi a partir das leituras sobre pesquisa e "a necessidade de reflexão crítica dos princípios educativos da pesquisa no processo de ensino  e aprendizagem" (ROSA), esta no fato de eu não ter impedido a brincadeira, o que anteriormente, teria feito logo de inicio, por acreditar que os objetos (chaleira, pá, jornal) pertenciam  a outros espaços de brincar. Deixar que as crianças experimentassem livremente me mostrou o prazer que eles puderam sentir em cada descoberta.

ROSA,  Russel T. D.  Repensando o Ensino de Ciências a partir de novas histórias da Ciências Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/course/view.php?id=41715
Vídeo disponível em: https://photos.google.com/search/_tv_V%C3%ADdeos/photo/AF1QipPj1WoxDztocI9U9zToa1phEUgmrS3RjKR5vgw2





terça-feira, 14 de março de 2017

História e identidade



“A história inicialmente estudada no país foi a história da Europa Ocidental, apresentada como a verdadeira história da civilização”. Assim nos fala Elza Nadai no artigo¹ “O ensino de história no Brasil: Trajetória e perspectiva”. Nadai fala que nossa história era centrada em datas, biografias e algumas batalhas, contadas de forma mascarada, relegada a um segundo plano .
Fazia-se um cenário imaginário da formação da sociedade brasileira formada a partir de contribuições étnicas dos colonizadores portugueses e mais tarde dos imigrantes europeus e uma pequena contribuição do negro e do índio, sem caracterizar as condições em que se faziam essas relações: enormes diferenças sociais, de trabalho e dos direitos civis.
Com o passar do tempo e as novas e variadas metodologias e formas de pesquisa, as influencias no modo de ensinar e fazer a historiografia no país passou a acrescentar assuntos antes não valorizados na busca da própria identidade.  As pesquisas incorporam temas como as lutas operárias, dos camponeses, das minorias, etc. e a conquista que hoje se traduz nas leis 10.639 e 11.645 onde é dada a devida importância da história e cultura do negro (afro-brasileira e africana) e do reconhecimento dos povos originários na formação da sociedade brasileira.




 ¹Artigo publicado na Revista Brasileira de História disponibilizado no ambiente Moodle.

domingo, 16 de outubro de 2016

Política, passado, presente e futuro.

     Ideias sobre a leitura da aula perdida.
     Toda a ação é um ato político, pois quando agimos é por acreditar em algo, e o fazemos seguindo preceitos e valores que nos moldam moralmente e politicamente.
    Toda ação certamente implica riscos. Toda ação tem uma reação, positiva ou não. Projetar o futuro faz parte das ações no presente, mas nunca teremos certeza, pois a reação às nossas ações são imprevisíveis,  e podem vir de outras pessoas ou de outra natureza.
     Passado, presente e futuro se relacionam o tempo todo. Todas as nossas ações são baseadas nas experiências do passado e projetadas para o futuro.
     Não existe sentidos palpáveis nestas dimensões de tempo.
     Na escola vivemos as três dimensões de tempo: estudamos no presente para conhecer o passado pensando em realizar sempre um futuro melhor ou diferente.
     As pessoas vivem (presente) de lembranças (passado), revivendo ou tentando evitar experiências do passado. Aprendem com essas experiências para pensar o futuro.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Escola de Barbiana







         Sobre Escolas Alternativas e Escrita Colaborativa


    Em uma breve pesquisa sobre escolas alternativas, encontrei informações sobre a Escola de Barbiana Pedagogia do Compromisso, que chamam a atenção pela escolha de dedicar-se aos filhos de operários ou camponeses italianos durante os anos cinquenta - sec. XX -  Don Lorenzo Milani, criador da escola, acreditava "que o fracasso não é uma fatalidade e que todos podem aprender de tudo, e bem”. Para tanto, precisam de tempo, oportunidade e cuidado."
    Don Milani, acreditava que o fracasso escolar destes alunos pobres advinha do sistema e não da incapacidade deles. Através da aquisição e domínio da linguagem poderiam se tornar livres e autônomos. Novamente recordo Freire quando diz "Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo." (1987, p.39). Viajavam para o exterior ao final do ciclo, com o compromisso de escreverem aos colegas as suas experiências vividas em uma outra cultura, dando continuidade à aprendizagem colaborativa que tanto Don Milani prezava.
    Na experiência de fazer uma escrita colaborativa na disciplina do Seminário Integrador, fica nítido a importância desta atividade: Torna importante cada integrante da escrita, que deve manter o compromisso com os seus colegas e com a escrita. Experiências semelhantes que tivemos durante o curso, foram os fóruns, onde dividimos nossos saberes e também colaboramos nas escritas dos colegas.

Aos interessados em uma experiência a mais recomendo:< http://zunal.com/webquest.php?w=65694>


(Compilação da resenha de livros sobre a Escola de Barbieri : HOFFMAN, Marvin. You won’t remember me: the schoolboys; of Barbiana speak to today. New York: Teachers College Press, 2007. 105 p.; MARTÍ, Miguel. El maestro de Barbiana. Barcelona: Ed.Nova Terra, 1977. 141 p.; Carta a uma professora: pelos rapazes da escola de Barbiana. São Paulo: Centauro, 1994. 123 p) http://www.senac.br/BTS/363/resenha.pdf .
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 17ª. ed. Rio de janeiro. Paz e Terra, 1987. Disponível em: <http://www.dhnet.org.br/direitos/militantes/paulofreire/paulo_freire_pedagogia_do_oprimido.pdf>