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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Ainda falanda das Ciências

       Pesquisa  em Ciências

    

        Este vídeo mostra o final de um dos momento importantes que observei na escola de educação  infantil em que trabalho, quando dois meninos brincavam na pracinha, percebi que estes realizavam uma experiência através da pesquisa de materiais. Explico: no escorregador da pracinha, um deles levou uma chaleira de alumínio que encontrou nos brinquedos e colocou para escorregar. Esta deslizava de forma instável, rolava, travava no piso do escorregador.. Então o outro menino resolveu colocar areia dentro da chaleira  e novamente colocar para escorregar. Parece que gostaram do resultado pois seus risos eram de satisfação. Assim passaram a colocar mais areia na chaleira e observar como esta escorregava. Ora colocavam, ora tiravam. Chegou voando uma folha de jornal e imediatamente um deles resolveu experimentar também a chaleira sobre a folha de jornal. Os dois meninos passaram longos minutos experimentando a chaleira no escorregador com diversos materiais que encontraram no pátio.  Depois outras crianças juntaram-se para brincar.
       O que eu aprendi observando as crianças foi muito valioso. O que eu aprendi a partir das leituras sobre pesquisa e "a necessidade de reflexão crítica dos princípios educativos da pesquisa no processo de ensino  e aprendizagem" (ROSA), esta no fato de eu não ter impedido a brincadeira, o que anteriormente, teria feito logo de inicio, por acreditar que os objetos (chaleira, pá, jornal) pertenciam  a outros espaços de brincar. Deixar que as crianças experimentassem livremente me mostrou o prazer que eles puderam sentir em cada descoberta.

ROSA,  Russel T. D.  Repensando o Ensino de Ciências a partir de novas histórias da Ciências Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/course/view.php?id=41715
Vídeo disponível em: https://photos.google.com/search/_tv_V%C3%ADdeos/photo/AF1QipPj1WoxDztocI9U9zToa1phEUgmrS3RjKR5vgw2





sexta-feira, 22 de julho de 2016

Música e Aprendizagem


Mr Holland _ Adorável Professor¹


Lembrei deste filme emocionante logo na primeira aula de Libras deste semestre do nosso curso EAD em Pedagogia. 
'Na música, o próprio silêncio tem ritmo."
 Encontrei também esta frase nos escritos de cadernetas antigas na qual é dada autoria à Cláudio de Souza, resolvi postar aqui porque ela me diz muito e consigo entender a música no silêncio da vida de um surdo.   
A música é arte, diversão, reflexão, introspecção, devaneio.
Após estas reflexões penso a respeito de qual a função da música nas nossas vidas?    Terá sempre um propósito específico?
A utilização da música em nossas vidas pode vir acompanhada dos mais variados motivos. Cada situação pede um tipo de música. Um acalanto, uma dança, um rito social ou religioso, ou por simples prazer. O certo é que a música nos acompanha desde muito cedo.
Se pensarmos na música dentro da escola, veremos que assume as mais variadas funções: para iniciar ou dirigir uma atividade, nas brincadeiras de roda, para dançar, acalmar ou realizar algum tipo de exercício de relaxamento. Assim, todos os contextos têm algum tipo de música, mas cada um deles tem sua própria linguagem musical (BOWMAN, 2002, NETTL, 1997).
Eu, quanto professora de educação infantil, utilizo a música como um dos meus mais importantes instrumentos de trabalho. Sempre que a dinâmica de trabalho não está andando bem, canto uma música e é como que hipnotizasse as crianças momentaneamente. A atenção delas volta para mim, e é possível recomeçar o trabalho.
Assim como o professor Holland conseguiu de volta o amor de seu filho e da esposa, através da música.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

FÁBULAS



Fábula é um tipo de narrativa em prosa ou verso e que geralmente traz como personagens animais, objetos ou plantas com características humanas, ou seja, personificados. Essas narrativas têm como principal ideia uma crítica aos comportamentos humanos. Carregam sempre uma “lição de moral” explicitada no início ou no final da história que são curtas e fáceis de memorizar.

Trabalhar com Fábulas em sala de aula pode ser bastante interessante por provocar discussões pelas diferentes interpretações e enfrentamentos de opiniões. Na minha opinião esse tipo de enfrentamento gera um pensamento mais crítico no/a aluno/a ao defender o seu ponto de vista e escutar o ponto de vista do outro.

Um exemplo deste tipo de narrativa é a conhecida história da cigarra e a formiga. A formiga trabalha o verão inteiro para armazenar alimentos para o inverno enquanto a cigarra somente canta. Podemos discutir a moral explicita da história sob o ponto de vista de que a formiga é trabalhadora e precavida, enquanto a cigarra só quer curtir a vida e não pensa no futuro. Mas quantas outras lições podemos retirar desta relação de trabalho x prazer? Este tipo de intervenção pode ser constantemente feito durante um trabalho com fábulas em sala de aula.

Além de discutir a “moral”, é interessante também que possamos trabalhar o enredo da história da mesma forma que em outro tipo de narrativa. Saber identificar as etapas da narrativa e em que momento acontece o clímax da história, por exemplo, e a partir destas criar novos enredos.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Poema



      Poema da minha família, este foi o título de uma postagem anterior. O contexto é ele mesmo, uma provocação aos leitores. 
      Um poema divertido de natureza  simples,  mas tão complexo no que pode nos causar,
      Por que publiquei o poema? Para falar daquilo que é  poesia  nas entrelinhas. Daquilo que  nos provoca um ou mais sentimentos. Para falar também, daquilo que a professora Darly nos causa ao realizarmos brincadeiras como crianças nas suas aulas . Do que nos impacta e desacomoda, como cita a professora Ivany.
      Quando lemos poesia nos vem a tona uma sensibilidade que talvez nem sabíamos existir em nós e a nossa percepção da realidade pode ficar alteada. 
      Agora imaginemos todos esses sentimentos transbordando na cabecinha de uma criança, com milhares de questionamentos e um imenso arsenal de imagens  prestes a eclodir. 
     Portanto,  a publicação deste poema, foi uma linda  lembrança  de quando eu lia  para meus filhos: A grata surpresa que demonstraram em seus sorrisos ao final deste poema  que publiquei. E parafraseando o poeta José Paulo Paes, "toda poesia tem que ter uma surpresa", e é isso que queremos provocar lendo poesia para as crianças nas escolas.


sexta-feira, 17 de junho de 2016

O Cuidado na hora de escolher um livro para as crianças e experiências positivas com poesias.

  
      Sendo o livro um produto cultural, temos que ter em mente que ele estará vendendo uma ideia.

      A ideia que o livro vende, nem sempre está explícita. O cuidado na hora de escolher um livro a ser trabalhado com as crianças deve levar em conta qual produto/ideia ele quer vender? Que ideias ele pode estar normatizando e excluindo outras? Quais estereótipos podem estar representados? Que intenções ideológicas formativas podem estar implícitas nas tramas da história?

      Na minha vida, como mãe, tia, etc, sempre me preocupei com as escolhas dos livros. Sabia das intenções ideológicas nas histórias, mas não tinha este conhecimento mais aprofundado. De uma forma simples, como faço ainda hoje, leio toda a publicação infantil antes de comprar e usar em sala de aula ou de presentear uma criança. Claro que também temos nossas ideologias, mas a procura por obras que deixem o caminho aberto para a reflexão são meus preferidos.

      Quando descobri o livro "Poesia Fora da Estante"¹, eu ainda não lecionava e tive uma grata experiência lendo para meus filhos². Na época tinham 6 e 10 anos e a leitura, era exigida todas as noites por eles. Mais tarde encontrei um segundo volume, e as leituras se repetiam constantemente. O primeiro livro reúne poesias de 30 escritores brasileiros e originalmente nem todas escritas para as crianças. A partir deste livro passei a pesquisar mais sobre as possibilidades de trabalhar com poesia em sala de aula. 

      A primeira experiência em sala de aula foi com Mario Quintana, trazendo poemas que tinham a ver com as temáticas trabalhadas, como a escrita do nome, os sete anos e a perda do primeiro dente. Trabalhei vários outros autores e com poesias para crianças, como Vinícius de Moraes. Mas uma experiência marcante foi também no jardim 2 com o poema "O menino que carregava água na peneira" um poema de Manoel de Barros do livro "Palavras de encantamento". O poema se abateu sobre os alunos de tal forma que todos queriam ser poetas, criando suas rimas, suas fantasias e também desenhos maravilhosos.