sábado, 24 de setembro de 2016

ESCRITA E REFLEXÃO

       

      Retorno nesta atividade de escrever o portfólio, ou seja neste blog, que deve ter o registro de novos saberes ou dúvidas;  as minhas reflexões sobre os temas abordados nas aulas presenciais. Pois bem, faço aqui uma breve reflexão sobre o que vejo evoluir na minha escrita: o livre pensamento. O que quero dizer com isso? Digo que hoje escrevo o que realmente penso sobre tudo o que leio, o que percebo nos  debates e o que consigo reter nas várias leituras. Não me preocupo mais em repassar conhecimentos resumindo as ideias de um ou vários textos. Entendi que reflexão não é resumo de texto, nem é a verdade absoluta e nem o contrário dela. Reflexão é a ideia que eu faço de todo o conhecimento/informação que chega a mim. Para tanto, é preciso que eu questione, busque outras leituras sobre a mesma temática e tente uma análise sob diferentes perspectivas, só assim posso formular ideias autorais, como estimulam nossos professores.
        Um dos aspectos que fortalecem nosso portfólio é a evidência. Esta posso facilmente descrevê-la por  minhas ações e observações durante as práticas cotidianas. Ao relacionar estas práticas (evidências) às ideias dos autores estudados, minha escrita  se torna argumentativa, outro aspecto bastante valorizado.
         Portanto, o blog/portfólio vai evidenciar a evolução da minha escrita autoral e de forma geral as mudanças na minha prática, pelo crescimento pessoal, pelo conhecimento adquirido e pela busca constante de novos conceitos.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Música e Aprendizagem


Mr Holland _ Adorável Professor¹


Lembrei deste filme emocionante logo na primeira aula de Libras deste semestre do nosso curso EAD em Pedagogia. 
'Na música, o próprio silêncio tem ritmo."
 Encontrei também esta frase nos escritos de cadernetas antigas na qual é dada autoria à Cláudio de Souza, resolvi postar aqui porque ela me diz muito e consigo entender a música no silêncio da vida de um surdo.   
A música é arte, diversão, reflexão, introspecção, devaneio.
Após estas reflexões penso a respeito de qual a função da música nas nossas vidas?    Terá sempre um propósito específico?
A utilização da música em nossas vidas pode vir acompanhada dos mais variados motivos. Cada situação pede um tipo de música. Um acalanto, uma dança, um rito social ou religioso, ou por simples prazer. O certo é que a música nos acompanha desde muito cedo.
Se pensarmos na música dentro da escola, veremos que assume as mais variadas funções: para iniciar ou dirigir uma atividade, nas brincadeiras de roda, para dançar, acalmar ou realizar algum tipo de exercício de relaxamento. Assim, todos os contextos têm algum tipo de música, mas cada um deles tem sua própria linguagem musical (BOWMAN, 2002, NETTL, 1997).
Eu, quanto professora de educação infantil, utilizo a música como um dos meus mais importantes instrumentos de trabalho. Sempre que a dinâmica de trabalho não está andando bem, canto uma música e é como que hipnotizasse as crianças momentaneamente. A atenção delas volta para mim, e é possível recomeçar o trabalho.
Assim como o professor Holland conseguiu de volta o amor de seu filho e da esposa, através da música.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

FÁBULAS



Fábula é um tipo de narrativa em prosa ou verso e que geralmente traz como personagens animais, objetos ou plantas com características humanas, ou seja, personificados. Essas narrativas têm como principal ideia uma crítica aos comportamentos humanos. Carregam sempre uma “lição de moral” explicitada no início ou no final da história que são curtas e fáceis de memorizar.

Trabalhar com Fábulas em sala de aula pode ser bastante interessante por provocar discussões pelas diferentes interpretações e enfrentamentos de opiniões. Na minha opinião esse tipo de enfrentamento gera um pensamento mais crítico no/a aluno/a ao defender o seu ponto de vista e escutar o ponto de vista do outro.

Um exemplo deste tipo de narrativa é a conhecida história da cigarra e a formiga. A formiga trabalha o verão inteiro para armazenar alimentos para o inverno enquanto a cigarra somente canta. Podemos discutir a moral explicita da história sob o ponto de vista de que a formiga é trabalhadora e precavida, enquanto a cigarra só quer curtir a vida e não pensa no futuro. Mas quantas outras lições podemos retirar desta relação de trabalho x prazer? Este tipo de intervenção pode ser constantemente feito durante um trabalho com fábulas em sala de aula.

Além de discutir a “moral”, é interessante também que possamos trabalhar o enredo da história da mesma forma que em outro tipo de narrativa. Saber identificar as etapas da narrativa e em que momento acontece o clímax da história, por exemplo, e a partir destas criar novos enredos.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Poema



      Poema da minha família, este foi o título de uma postagem anterior. O contexto é ele mesmo, uma provocação aos leitores. 
      Um poema divertido de natureza  simples,  mas tão complexo no que pode nos causar,
      Por que publiquei o poema? Para falar daquilo que é  poesia  nas entrelinhas. Daquilo que  nos provoca um ou mais sentimentos. Para falar também, daquilo que a professora Darly nos causa ao realizarmos brincadeiras como crianças nas suas aulas . Do que nos impacta e desacomoda, como cita a professora Ivany.
      Quando lemos poesia nos vem a tona uma sensibilidade que talvez nem sabíamos existir em nós e a nossa percepção da realidade pode ficar alteada. 
      Agora imaginemos todos esses sentimentos transbordando na cabecinha de uma criança, com milhares de questionamentos e um imenso arsenal de imagens  prestes a eclodir. 
     Portanto,  a publicação deste poema, foi uma linda  lembrança  de quando eu lia  para meus filhos: A grata surpresa que demonstraram em seus sorrisos ao final deste poema  que publiquei. E parafraseando o poeta José Paulo Paes, "toda poesia tem que ter uma surpresa", e é isso que queremos provocar lendo poesia para as crianças nas escolas.


sábado, 18 de junho de 2016

Da importância da Lei 10.436/2002



           
      Entender a importância de uma Língua Brasileira de Sinais não é possível sem conhecer a cultura surda. 

      Conhecer a cultura surda não é possível sem saber quem são as pessoas surdas e quais suas especificidades.

       As pessoas surdas se definem em termos culturais e linguísticos (Wrigley,1996, p.13), assim como os ouvintes, constroem a sua cultura histórico e social de uma geração para outra.

      Frente a legislação, segundo o Decreto 5.626/2005¹ que regulamenta a Lei 10.436/2002², é considerada pessoa surda “aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais- Libras” (art.2°capítulo I).

       Para o surdo, não é a falta de audição, mas a sua diferença é que o define. A diferença na forma de comunicação por meio de uma língua de sinais representativa e cheia de significações, nas diferentes interações e experiências ricas em possibilidades visuais com o mundo e com o outro. Na construção de sua identidade pela interação e reconhecimento com seus pares.

      Tudo que tenha significado para a sua vida na construção da sua identidade surda, como o estado de espírito ou a importância política, o que influi no seu dia a dia e da sua comunidade, é cultura para o surdo.

     Promover reflexões a partir da cultura surda e suas diferenças  identitárias e linguísticas, preparar educadores e pessoas comuns da comunidade em geral em Libras para interagir com as pessoas surdas, são de grande importância para que se fomente um aumento significativo nos processos de inclusão desses indivíduos na sociedade.