segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Escola de Barbiana







         Sobre Escolas Alternativas e Escrita Colaborativa


    Em uma breve pesquisa sobre escolas alternativas, encontrei informações sobre a Escola de Barbiana Pedagogia do Compromisso, que chamam a atenção pela escolha de dedicar-se aos filhos de operários ou camponeses italianos durante os anos cinquenta - sec. XX -  Don Lorenzo Milani, criador da escola, acreditava "que o fracasso não é uma fatalidade e que todos podem aprender de tudo, e bem”. Para tanto, precisam de tempo, oportunidade e cuidado."
    Don Milani, acreditava que o fracasso escolar destes alunos pobres advinha do sistema e não da incapacidade deles. Através da aquisição e domínio da linguagem poderiam se tornar livres e autônomos. Novamente recordo Freire quando diz "Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo." (1987, p.39). Viajavam para o exterior ao final do ciclo, com o compromisso de escreverem aos colegas as suas experiências vividas em uma outra cultura, dando continuidade à aprendizagem colaborativa que tanto Don Milani prezava.
    Na experiência de fazer uma escrita colaborativa na disciplina do Seminário Integrador, fica nítido a importância desta atividade: Torna importante cada integrante da escrita, que deve manter o compromisso com os seus colegas e com a escrita. Experiências semelhantes que tivemos durante o curso, foram os fóruns, onde dividimos nossos saberes e também colaboramos nas escritas dos colegas.

Aos interessados em uma experiência a mais recomendo:< http://zunal.com/webquest.php?w=65694>


(Compilação da resenha de livros sobre a Escola de Barbieri : HOFFMAN, Marvin. You won’t remember me: the schoolboys; of Barbiana speak to today. New York: Teachers College Press, 2007. 105 p.; MARTÍ, Miguel. El maestro de Barbiana. Barcelona: Ed.Nova Terra, 1977. 141 p.; Carta a uma professora: pelos rapazes da escola de Barbiana. São Paulo: Centauro, 1994. 123 p) http://www.senac.br/BTS/363/resenha.pdf .
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 17ª. ed. Rio de janeiro. Paz e Terra, 1987. Disponível em: <http://www.dhnet.org.br/direitos/militantes/paulofreire/paulo_freire_pedagogia_do_oprimido.pdf> 





segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Pesquisando sobre as escolas alternativas , me deparo com esta frase de Maria Montessori e repenso sobre os textos lidos anteriormente:  Maquinaria Escolar de Julia Varela e Fernando Alvarez-Uria,  
Os autores deste texto,  nos descreve uma escola instituída para formar crianças e adolescentes de acordo com os interesses de uma época, ou de seus governantes. A escola como controladora social, mantendo uma elite no poder, com formação mais especializada e culturalmente mais equipada. Ao mesmo tempo que esta classe dominante - governo/igreja - obrigava a escolarização das classes populares, também definia até onde podiam chegar em seus aprendizados. Era uma classe de trabalhadores braçais ou de apoio a trabalhos menos intelectualizados e especializados. Mesmo se transformando, como descreve Clarice Nunes em (Des)Encantos da Modernidade Pedagógica, a escola inventada, na década de 20, por exemplo, serve à tradição republicana. Ensinavam hábitos de higiene, comportamentos exemplares e construção de novos significados. Década de trinta, houveram pequenas mudanças com a politização dos espaços urbanos, respingando para as escolas,  Nesta época também a aproximação das classes médias às classes mais populares foram inevitáveis. Mas as diferenças sociais ainda eram mantidas. Foram criadas outras formas de controlar a população como as rádios educativas e os livros didáticos. Através das quais definiam não só os novos saberes a serem ensinados, mas os modos de ensinar. O que tudo isso tem a ver com a frase de Maria Montessori? Penso que tudo. Enquanto não tivermos uma escola realmente livre, não seremos naturalmente cooperativos e solidários.
     Me perguntam porque da importância de pesquisar sobre escolas alternativas para a nossa vida acadêmica? Acredito que conhecer outras formas de educar, entender que é possível que aconteça aprendizagem, sem que tenhamos que impor conteúdos da forma tradicional  como a conhecemos e aprendemos. Educar é buscar constantemente alternativas para conquistar nossos alunos, nos desafiando e desafiando as formas pré-estabelecidas.



Maquinaria Escolar de Julia Varela e Fernando Alvarez-Uria, 
(Des) Encantos da Modernidade  de Clarice Nunes.

sábado, 21 de novembro de 2015

Leitura, escrita, desenho..

      Ser professora na Educação Infantil de Escola Pública
      Considerando que: 
      Todo aluno é capaz é tem direito ao conhecimento;
      Conhecimento é fundamental para a qualidade de vida - nos faz melhores observadores, melhores interpretes e melhores cidadãos;
      A linguagem oral, tanto quanto a linguagem escrita são instrumento de comunicação social;
      O desenho também influí na construção do conhecimento;
      O aluno é o sujeito ativo no processo de alfabetização;
      Desempenho escolar não tem origem em nenhum déficit intelectual, linguístico ou cultural;
      A diversidade de informações só é possível alcançar através da leitura;
      Aprender, do ponto de vista neuronal, é colocar informações na memória de longo prazo e poder recuperar, acessar essa memória sempre que for necessário;
      As crianças de classes mais baixas apresentam atraso de 5 anos em relação as outras de classes média e altas no processo de alfabetização, pela precariedade de informações recebidas e vivências experimentadas.
      Como professora da rede pública, fatores acima me levam a questionar as ações em sala de aula, a rotina escolar, as cobranças de conteúdo e disciplina.
      Nas salas das escolas de Educação Infantil, existe uma infinidade de estímulos e excesso de informações (des)intencionadas.

           Crianças de 0 a 6 anos, em escola de Educação Infantil, de turno integral, passam na sua grande maioria de 8 a 12 horas.  A maior parte deste período é dedicado a rotina (alimentação e higiene, o que inclui a hora do descanso). As salas de aula são equipadas com um número excessivo de estímulos como: Brinquedos e jogos que são na sua maioria de material plástico, eletrônicos como celulares  e máquinas fotográficas estragadas. Algumas compõe os cantos: cozinha, leitura, beleza, entre outros. As paredes com cartazes, trabalhos, anúncios, regras.
      O problema é o que fazer com tudo isso? Brinquedos que não estimulam a imaginação, jogos que nem sempre são ensinados a jogar em suas regras ou estimulados a criação de novas regras. Canto da leitura em que nenhum adulto letrado lê, a não ser em alguns momentos em que a rotina permite. Paredes com letras, números, cartazes dos aniversários, e uma infinidade de outras informações que a criança não entende. Deixando sempre para as próximas etapas o significado e a função destas informações.
      Se não uma mudança radical na forma com que os alunos são abordados em relação aos seus conhecimentos e as sua capacidade de aprendizado, algumas mudanças havemos sim de no mínimo considerar.
     Sobre o que penso do nosso papel como professor nas escolas de Educação Infantil, dedicar mais tempo às nossas crianças é fundamental no processo de aprendizagem, pois somente os materiais, livros ou brinquedos não educam. Assim como as crianças pedem mais a presença dos pais nas suas vidas, também precisamos estar  mais presente em sala de aula, no pátio, nas brincadeiras , nas refeições.
    

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Reinvenção do Tempo

      Reinvenção do tempo

      Precisamos  reinventar o uso do tempo. Certamente não é por falta de tempo que as tarefas estão atrasando. E com certeza o acumulo nos deixa ainda mais atarefadas,  pensando somente em como realizá-las ainda dentro dos prazos.
      A leitura do texto "Organizar o Tempo é Fundamental", abriu uma série de questionamentos de como usamos o tempo tentando nos organizar sem efetividade: O tempo das queixas e o tempo de contar o numero de atividades por realizar.
      O cuidar do tempo, no primeiro capítulo, foi fundamental para detectar o que nos faz perder tempo e buscar desenvolver um plano de estudos, claro e objetivo, com metas e avaliando sempre os resultados. Lembrando que a organização feita, não precisa ser engessada, pode ter brechas e ser modificada sempre que os resultados não forem satisfatórios
     Segundo o texto, a organização se compõe de quatro passos:

  1. Determinar e estabelecer objetivos.
  2. Desenvolver um plano para atingir estes objetivos.
  3. Implementar o plano.
  4. Monitorar e revisar o plano sempre que necessário.




quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Dúvidas, duvidas , muitas dúvidas!

Dúvidas, duvidas , muitas dúvidas!


Leituras, textos reflexivos, fóruns. Sempre em dúvida se estou realizando as tarefas de acordo ao que é pedido pelas professoras. Enfim, esta na hora de começar a refletir conteúdo.

Apresentação

Este vídeo fala um pouco da minha história. As escolha que fiz até chegar no curso de Pedagogia.